Prezado Papai Noel...
Este ano estou escrevendo com antecedência, pois percebi que organização não é seu forte e quero que o senhor tenha tempo de preparar tudo certinho.
Este ano não tenho a menor intenção de ser humilde, pensar no próximo, ser caridosa, etc. Vou pedir sem miséria, estou de saco cheio de ser delicada em meus pedidos e receber migalhas.
Segue minha lista, posso assegurar que muitas outras mulheres irão gostar, de modo que o senhor pode produzir tudo no atacado para baratear os custos.
* Desejo que não haja limite nos cartões de crédito, e que exista um código especial para fazer compras, de maneira que a fatura seja automaticamente zerada.
* Quero um homem de verdade, mas, fala sério, Papai Noel, não me traga imitações! Diga NÃO à pirataria! Chega de genéricos!
* Quero um dispositivo instalado no umbigo que jogue fora toda a gordura consumida, desinflando os pneuzinhos automaticamente.
* Quero também um aspirador gigante, com detector de canalhas, de modo que se algum deles se aproximar, seja imediatamente sugado, triturado e reduzido a pó.
* NÃO QUERO ME DEPILAR NUNCA MAIS!!! Ou o senhor faz a moda de pernas, axilas, buço e virilha cabeludas, ou suma de vez com todos os pelos indesejados de meu corpo.
* Um chocolate que elimine a celulite e hidrate a pele ao ser ingerido.
* Quero uma manicure e pedicure definitiva, que dure para sempre como se tivesse acabado de fazer.
* Meu marido, noivo, namorado, ou rolo, deve adivinhar todos os meus desejos, e toda vez que se aproximar de mim deve dizer o quanto sou linda, inteligente e especial. Que me traga presentes e trate bem minha família, e também adivinhe quando for hora de sumir, quando eu estiver sensível ou com TPM.
* Um presente ideal seria uma gravidez que durasse apenas dois dias e um parto indolor.
* Para o ciclo menstrual, vou ser camarada, pedir que dure 2 horas. Também gostaria de um botãozinho que eu apertasse se e quando quiser estar fértil.
* Quero roupas que sofram uma metamorfose de acordo com as tendências e as estações, com tecidos auto-limpantes e auto-passantes.
* Se um homem se atrever a me trair, ou estiver mentindo, que uma luz vermelha se acenda em seu nariz, como aquela sua rena, e que logo em seguida ele confesse tudo o que fez.
* Em caso da mais remota chance de infidelidade, faça com que ele não consiga uma ereção naquele momento. Mas, atenção, não quero uma brochada definitiva, pois também não me seria conveniente.
* Quero uns comprimidos que alterem automaticamente cor, comprimento e textura do cabelo, permitindo os mais variados penteados, que voltarão ao normal no momento em que eu assim desejar.
* Vou pedir novamente um suprimento infinito de sapatos, bolsas, cosméticos e jóias, visto que minha solicitação anterior foi esquecida. E quero também um espaço auto-organizante que acomode tudo.
* Também vou pedir DE NOVO: me mande um robozinho que limpe, lave, passe, cozinhe e toque música, que não falte, não peça aumento e não acabe com o sabão em pó em uma semana.
* Bumbum, peitos e coxas, tudo com botõezinhos que inflem e desinflem segundo a ocasião, situação e minhas intenções.
* Que abdominais sejam coisas que possamos comprar prontas, no supermercado.
* Quero 150 de QI e 50 de cintura, NÃO O CONTRÁRIO!!
PAPAI NOEL, MEU FOFO!!!
Espero que não seja muito complicado atender minha listinha.
Nos vemos em dezembro, mas se conseguir terminar tudo antes, ficarei imensamente grata.
Com carinho,
Uma mulher como todas...
10 de jul. de 2008
Carta de uma mulher ao Papai Noel
Eu me rendo
Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.
Uma das mentiras:
É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos.
Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.
Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?
Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.
Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não a que faz de conta que trabalha, mas a que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.
*Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.*
Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.
Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.
É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.
Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.
Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver. Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.
Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso....
por Danuza Leão
Oração das Mulheres 2
Que a fonte nunca seque, e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos e que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que os nossos sejam sempre nossos, que os delas sejam sempre nossos,
Que os nossos nunca sejam delas e se forem, que brochem...
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo.
Deus... Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e
paciência pelos seus atos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo.
Um brinde... Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos. Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos troxas que nos perderam e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!
Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos!"
Amém.
Oração das Mulheres 1
Até agora o meu dia foi bom:
não fiz fofoca,
não perdi a paciência,
não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta,
chata e nem irônica.
Controlei minha TPM,
não reclamei,
não praguejei,
não gritei,
nem tive ataques de ciúmes.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito
(nem do meu marido) e nem dei cheques pré-datados.
Mas peço a sua proteção, Senhor,
pois estou para levantar da cama a qualquer momento...
Amém!
Você sabe o valor de uma amizade?
Um dia, durante uma conversa entre advogados, me fizeram uma pergunta:
- O que, de mais importante, você já fez na sua vida?
A resposta me veio na hora, mas não foi a que respondi, pois as circunstâncias não eram apropriadas.
No papel de advogado da indústria do espetáculo, sabia que os assistentes queriam escutar anedotas sobre meu trabalho com as celebridades. Mas aqui vai a verdadeira, a que surgiu das profundezas das minhas recordações.
O mais importante que já fiz na minha vida, ocorreu em 08 de outubro de 1990.
Comecei o dia jogando golfe com um ex-colega e amigo meu, que há muito não via. Entre uma jogada e outra, conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um.
Ele me contava que sua esposa e ele acabavam de ter um bebê.
Enquanto jogávamos, chegou o pai do meu amigo, e consternado, lhe disse que seu bebê parou de respirar e que foi levado para o hospital com urgência.
No mesmo instante, meu amigo subiu no carro de seu pai e se foi. Por um momento fiquei onde estava, sem pensar nem mover-me, mas logo tratei de pensar no que deveria fazer:
Seguir meu amigo ao hospital? Minha presença, disse a mim mesmo, não serviria de nada, pois a criança certamente está sob cuidados de médicos, enfermeiras, e nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.
Oferecer meu apoio moral? Talvez, mas tanto ele quanto sua esposa vinham de famílias numerosas e sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereceriam apoio e conforto necessários, acontecesse o que acontecesse. A única coisa que eu faria indo até lá, era atrapalhar.
Decidi que mais tarde iria ver o meu amigo.
Quando dei a partida no meu carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu carro aberto e com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis. Decidi, então, fechar o carro e ir até o hospital entregar-lhe as chaves.
Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares que os consolavam.
Entrei sem fazer ruído e fiquei junto à porta pensando o que deveria fazer.
Não demorou muito e surgiu um médico que se aproximou do casal e, em voz baixa, comunica o falecimento do bebê.
Durante os instantes que ficaram abraçados, a mim pareceu uma eternidade, choravam, enquanto todos os demais ficaram ao redor daquele silêncio de dor. O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.
Meus amigos ficaram de pé e encaminharam-se resignadamente até a porta.
Ao me ver ali, aquela mãe me abraçou e começou a chorar. Também meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: "Muito Obrigado por estar aqui!"
Durante o resto da manhã fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurar nos braços seu bebê, despedindo-se dele.
Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida!!!
Aquela experiência me deixou três lições:
Primeira: o mais importante que fiz na vida, ocorreu quando não havia absolutamente nada, nada que eu pudesse fazer. Nada daquilo que aprendi na universidade, nem nos anos em que exercia a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para analisar a situação e decidir o que eu deveria fazer, me serviu para aquela circunstância: duas pessoas receberem uma desgraça e nada
eu poderia fazer para remediar. A única coisa que poderia fazer era esperar e acompanhá-los. Isto era o principal.
Segunda: estou convencido que o mais importante que já fiz na minha vida, esteve a ponto de não ocorrer, devido às coisas que aprendi na universidade, aos conceitos do racional que aplicava na minha vida pessoal, assim como faço na profissional. Ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir. Hoje, não tenho dúvida alguma de que devia ter subido naquele carro sem vacilar e acompanhar meu amigo ao hospital.
Terceira: aprendi que a vida pode mudar em um instante. Intelectualmente todos nós sabemos disso,
mas acreditamos que os infortúnios acontecem com os outros. Assim, fazemos nossos planos e imaginamos nosso futuro como algo tão real, como se não houvesse espaços para outras ocorrências.
Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, ou cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas, podem alterar este futuro em um piscar de olhos.
Para alguns, é necessário viver uma tragédia, para recolocar as coisas em perspectiva.
Desde aquele dia busquei um equilíbrio entre o trabalho e a minha vida. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que seja, compensa perder umas férias, romper um casamento ou passar um dia festivo longe da família. E aprendi que, o mais importante da vida, não é ganhar dinheiro, nem ascender socialmente, nem receber honras.
"O mais importante da vida é ter tempo para cultivar uma amizade".
Não deixe seus amigos sem saber disso.
Onde Deus quer que eu esteja
Eu ouvi a história de um trabalhador que nunca conhecerei, mas sei que Deus queria que eu a escutasse.
Ele era chefe de segurança de uma empresa, a qual convidou os remanescentes de outra, que tinha sido dizimada pelo ataque às torres gêmeas, para dividir espaço em seu escritório.
Com sua voz cheia de admiração, ele contou histórias que explicavam porque essas pessoas estavam vivas, enquanto seus colegas estavam mortos.
Todas as histórias tratavam de pequenos detalhes...
Talvez você saiba do diretor de empresa que chegou tarde porque aquele dia era o primeiro de seu filho no jardim de infância.
Outro colega estava vivo porque era o seu dia de trazer rosquinhas.
A história que mais me chamou atenção foi a do homem que estava estreando um par de sapatos naquela manhã.
No caminho para o trabalho, formou-se uma bolha em seu pé. Ele parou em uma farmácia para comprar um Band-Aid. É por isso que ele está vivo.
Agora, quando estou preso no trânsito, perco o elevador, volto para atender o telefone... Todas essas pequenas coisas que me irritam... Eu penso comigo: ali é o exato lugar onde Deus quer que eu esteja naquele exato momento.
Que Deus continue a abençoar-te com esses pequenos aborrecimentos.
Uma Pequena Voz Interior...
Você já esteve alguma vez parado, acomodado em algum lugar, e de repente veio uma vontade de fazer algo de bom por alguém de quem você gosta...
É DEUS... Ele fala com você através do Espírito Santo.
Você já esteve pensando em alguém que não via há tempo, e em seguida o(a) encontra, ou recebe dele(a) um telefonema ou uma carta...
É DEUS... coincidências não existem.
Alguma vez você já recebeu algo de maravilhoso que nem pediu, como dinheiro pelo correio, uma dívida que misteriosamente foi sanada, ou um vale de loja onde você acabou de ver algo que queria, mas não podia comprar...
É DEUS... ele conhece os desejos do seu coração.
Você já não esteve em uma situação em que nem tinha uma pista de como iria melhorar, e que agora está superada...
É DEUS... Ele nos ajuda a passar pelas tribulações para que vejamos dias mais brilhantes...
Você acredita que leu este texto por acaso?
Eu estava pensando em Você!
Passe adiante
Lá estava eu com minha família, em férias, num acampamento isolado e com carro enguiçado. Isso aconteceu há 5 anos, mas lembro-me como se fosse ontem. Tentei dar a partida no carro. Nada.
Caminhei para fora do acampamento e felizmente meus palavrões foram abafados pelo barulho do riacho. Minha mulher e eu, concluímos que éramos vítimas de uma bateria arriada. Sem alternativa, decidi voltar á pé até a vila mais próxima e procurar ajuda.
Depois de uma hora e um tornozelo torcido, cheguei finalmente a um posto de gasolina. Ao me aproximar do posto, lembrei que era domingo e é claro, o lugar estava fechado. Por sorte havia um telefone público e uma lista telefônica já com as folhas em frangalhos.
Consegui ligar para a única companhia de auto socorro que encontrei na lista, localizada a cerca de 30km dali.
- Não tem problema, disse a pessoa do outro lado da linha, normalmente estou fechado aos domingos, mas posso chegar aí em mais ou menos meia hora.
Fiquei aliviado, mas ao mesmo tempo consciente das implicações financeiras que essa oferta de ajuda me causaria.
Logo seguíamos, eu e o Zé, no seu reluzente caminhão-guincho em direção ao acampamento.
Quando saí do caminhão, observei com espanto o Zé descer com aparelhos a perna e a ajuda de muletas para se locomover.
Santo Deus! Ele era paraplégico!!
Enquanto se movimentava, comecei novamente minha ginástica mental em calcular o preço da sua ajuda.
- É só uma bateria descarregada, uma pequena carga elétrica e vocês poderão seguir viagem, disse-me ele.
O homem era impressionante, enquanto a bateria carregava, distraiu meu filho com truques de mágica, e chegou a tirar uma moeda da orelha, presenteando-a ao garoto.
Enquanto colocava os cabos de volta no caminhão, perguntei quanto lhe devia.
- Oh! nada. - respondeu, para minha surpresa.
- Tenho que lhe pagar alguma coisa. - insisti.
- Não. - reiterou ele. Há muitos anos atrás, alguém me ajudou a sair de uma situação muito pior, quando perdi as minhas pernas, e o sujeito que me socorreu, simplesmente me disse:
- Quando tiver uma oportunidade, "Passe isso adiante". Eis minha chance... Você não me deve nada! Apenas lembre-se: Quando tiver uma oportunidade semelhante, faça o mesmo...
"Somos todos anjos de uma asa só, precisamos nos abraçar para alçar vôo!"
Sinto Vergonha de Mim
Sinto Vergonha de Mim
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos ceifados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
Despedida de um gênio
Gabriel Garcia Marquez retirou-se da vida pública por razões de saúde: cancro linfático. Agora, parece que está cada vez mais grave. Enviou uma carta de despedida aos seus amigos, e graças à internet está sendo difundida pelo mundo. Recomendo a sua leitura, porque é verdadeiramente comovedor este curto texto escrito por um dos latinoamericanos mais brilhantes dos últimos tempos.
"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse.
Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem.
Se Deus me presenteasse com mais um pedaço de vida, deitava-me ao sol, deixando descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma.
Aos homens, eu provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de se enamorar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se enamorar.
A um menino eu daria-lhe asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vós homens... Aprendi que todo o mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo, quando está a ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas agora, realmente de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa, infelizmente estarei morrendo.
Sempre diz o que sentes e faz o que pensas.
Supondo que hoje seria a última vez que te vou ver dormir, te abraçaria fortemente e rezaria ao Senhor para poder ser o guardião da tua alma.
Supondo que estes são os últimos minutos que te vejo, diria-te "Amo-te" e não assumiria, loucamente, que já o sabes.
Sempre existe um amanhã em que a vida nos dá outra oportunidade para fazermos as coisas bem, mas pensando que hoje é tudo o que nos resta, gostaria de dizer-te o quanto te quero, que nunca te esquecerei.
O amanhã não está assegurado a ninguém, jovens ou velhos. Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não esperes mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar. Senão, lamentarás o dia em que não tiveste tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e o teres estado muito ocupado para atenderes esse último desejo.
Mantém os que amas junto de ti, diz-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, o quanto lhes queres e trata-os bem, aproveita para lhes dizer, "perdoa-me", "por favor", "obrigado" e todas as palavras de amor que conheces.
Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para os expressar.
Demonstra aos teus amigos e seres queridos o quanto são importantes para ti!"
Coisas de Casal
Querida, vamos ter que começar a economizar.
- Tudo bem... Mas como?
- Aprenda a cozinhar e mande a empregada embora.
- Tá legal... Então aprenda a fazer amor e pode dispensar o motorista.
Amor 'II'
O cara pergunta para a mulher:
- Querida, quando eu morrer, você vai chorar muito?
- Claro querido. Você sabe que eu choro por qualquer besteira...
Amor 'III'
Na cama, o marido se vira para a jovem esposa e pergunta:
- Querida, me diga que sou o primeiro homem da sua vida.
Ela olha para o babaca e responde:
- Pode ser... Sua cara não me é estranha...
Amor 'IV'
Um casal vinha por uma estrada do interior, sem dizer uma palavra.
Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Ao passarem por uma fazenda em que havia mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
- Parentes seus?
- Sim, respondeu ela. Cunhados e sogra...
Amor 'V'
O marido pergunta pra mulher:
- Vamos tentar uma posição diferente essa noite?
A mulher responde:
- Boa idéia, você fica aqui em pé na pia lavando a louça e eu sento no sofá!!!!!
Amor 'VI'
O marido decide mudar de atitude. Chega em casa todo machão e ordena:
- Eu quero que você prepare uma refeição dos deuses para o jantar e quando eu terminar espero uma sobremesa divina. Depois do jantar você vai me trazer um whisky e preparar um banho porque eu preciso relaxar. E tem mais: Quando eu terminar o banho, adivinha quem vai me vestir e me pentear?
- O homem da funerária... Respondeu placidamente a esposa...
Amor 'VII'
Querida, o que você prefere? Um homem bonito ou inteligente?
- Nem um, nem outro. Você sabe que eu só gosto de você.
Amor 'VIII'
Marido e mulher estão tomando cerveja num barzinho. Ele vira pra ela e diz:
- Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha? Pois eu me separei dela faz sete anos! Depois disso ela nunca mais parou de beber.
A mulher responde:
- Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim!
Ser feliz...
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá a falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalho sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Ser feliz não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Ser feliz não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e período de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
Ser feliz é atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
Ser feliz é ter coragem para ouvir um "não".
Ser feliz é ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
Ser feliz é ter maturidade para falar "eu errei".
Ser feliz é ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você descobrirá que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Ser feliz é usar as pedras para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Ser feliz é usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Usar a dor para lapidar o prazer.
Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
Pedras no caminho? Guardo todas...
Um dia vou construir um castelo!
Autor desconhecido
15 alimentos que rejuvenescem
De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,3 milhões de mortes poderiam ser evitadas anualmente através da alimentação, e nada mais.
O segredo da eterna juventude encontra-se na nossa despensa. Basta modificarmos os nossos hábitos para vivermos mais anos e em melhores condições de saúde e bem-estar. Tome nota.
Neste artigo vamos falar-lhe de alimentos que, apesar de não evitarem a morte, prolongam a vida!
Na verdade, e segundo os especialistas da área de nutrição, é possível prevenir uma série de problemas com base numa alimentação correta e equilibrada, entre eles, o cancro, problemas de ossos, de visão...
Vegetais, fruta, peixe e até chocolate são alguns dos alimentos que, para além de a manterem saudável, lhe dão anos de vida. Saiba, um a um, quais os alimentos que a mantêm jovem por dentro e por fora!
1. Kiwi
Originário da China, contém ácido propeolítico, que melhora a circulação e ajuda a combater o chamado mau colesterol (LDL). Possui uma enzima chamada actidina, que ajuda a digerir as proteínas.
O seu conteúdo elevado de vitamina C ajuda a prevenir constipações. A vitamina C é um antioxidante que elimina os radicais livres e desempenha um papel fundamental no combate ao envellhecimento.
Contém uma quantidade considerável de fibra, potássio, ferro, fósforo, cálcio, magnésio e crômio, que têm um papel muito importante na prevenção de doenças cardíacas.
2. Abacate
Tem 10 vitaminas, entre elas, a vitamina E e o ácido fólico (B9), e glutatião, um derivado proteico com acção antioxidante (combate a degeneração celular).
Contém 10 ácidos gordos, dos quais cinco são mono e poli-insaturados, com destaque para o ómega-9, ómega-7, ómega-6 e ómega-3, sendo este último protetor contra o cancro.
Também contém sitosterol, que previne a acumulação de colesterol. Possui, para além disso, aminoácidos essenciais (arginina, fenilalanina, lisina...), fundamentais ao normal funcionamento do organismo.
3. Tomate
Para além de estar bem provido de vitaminas, minerais e flavonóides, contém licopeno, um dos antioxidantes mais poderosos, que lhe dá a cor vermelha e tem 'um papel antioxidante activo na degenerescência celular que conduz ao envelhecimento', explica o nutricionista Tiago Osório de Barros.
Fortalece as paredes celulares, depura o organismo de substâncias tóxicas e aumenta as defesas.
Previne o aparecimento de doenças do coração e dos seus vasos sanguíneos, é benéfico para a visão e melhora a saúde do sistema nervoso.
4. Presunto
O presunto protege o coração e reduz o colesterol, desde que não seja excessivamente gordo nem demasiado salgado.
Os seus ácidos gordos monoinsaturados e o ácido oleico previnem as doenças cardiovasculares. Tem cerca de 40% de proteínas, pelo que pode substituir a
carne nas refeições, sendo importante na formação da massa muscular.
Tem vitamina E, um potente antioxidante. Também é rico em cobre (essencial para os ossos e cartilagens), ferro e fósforo.
5. Brócolis
O zinco que contêm favorece a função da próstata e a qualidade do esperma.
Muito ricos em luteína, reduzem ligeiramente os efeitos da degenerescência macular da idade (DMI).
São ideiais para grávidas, convalescentes, pessoas anémicas, etc... por causa do elevado aporte de ácido fólico e ferro. Atuam como fitoestrogénios na menopausa (tal como a soja).
6. Espinafres
Têm provitamina A e vitaminas C e E, todas elas antioxidantes. São uma fonte inesgotável de vitaminas do grupo B, como folatos, B2, B6, B3 e B1, que possuem uma ação anti-envelhecimento pelo seu papel como co-fatores enzimáticos.
Relativamente ao seu conteúdo mineral, os espinafres são ricos em ferro, magnésio, potássio, sódio, fósforo e iodo. Para além das vitaminas, são ricos noutras substâncias antioxidantes como o glutatião, os ácidos ferúlico, o cafeico e o beta-cumárico e carotenóides.
7. Soja
Contém vitaminas A e E, e três do grupo B (B1, B2 e B5). A vitamina ajuda a conservar os epitélios celulares, que revestem as superfícies do corpo e dos órgãos. A vitamina E tem um efeito antioxidante, combatendo os radicais livres.
Possui mais minerais do que qualquer outra leguminosa, sobretudo potássio e fósforo. A relação cálcio-fósforo é essencial para uma boa estrutura óssea.
O potássio tem uma importante ação a nível muscular.
Ajuda a prevenir alguns tipos de cancro, sobretudo na mulher após a menopausa. Alivia os sintomas da menopausa.
8. Frutas secas
Contêm proteínas (entre 14% e 19%), vitaminas do grupo B, aminoácidos, minerais, ácidos gordos poliinsaturados (nozes), ácidos gordos monoinsaturados e fibra.
Segundo Tiago Osório de Barros, 'as proteínas são imprescindíveis na preservação e formação das estruturas musculares'. As amêndoas, as nozes e as avelãs são as que têm melhores propriedades antioxidantes por causa da sua maior concentração em vitaminas.
9. Chocolate preto
Tem uma grande atividade antioxidante graças aos seus flavonóides, combatendo os sinais do envelhecimento.
Beneficia a dilatação das artérias e o aumento do seu diâmetro. Para além disso, diminui a rigidez aórtica em cerca de 7%. Atua como um antiplaquetário eficaz, prevenindo a formação de trombose.
Estimula as funções cerebrais graças à fenetilamina, um alcalóide que atua como neurotransmissor cerebral.
10. Alho
Tem propriedades anti-sépticas, antifúngicas e antimicrobianas, melhorando a resposta a vírus e bactérias e fungos.
Tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, contribuindo para reduzir o envelhecimento e a degeneração celular, que está na origem de alguns tipos de cancro.
Ajuda a reduzir os níveis elevados de pressão arterial. Reduz o chamado mau colesterol (LDL), aumenta o colesterol bom e previne problemas de disfunção erétil no homem.
11. Azeite virgem (e azeitonas)
Tem um alto teor de ácido oleico, uma gordura monoinsaturada rica em vitaminas A, D, K e, especialmente, em E, que atuam como antioxidantes.
Reduz o risco de doenças cardiovasculares e controla a tensão arterial.
Favorece a absorção de cálcio, fósforo, magnésio e zinco, tendo por isso um papel importante ao nível da formação e manutenção de ossos fortes e saudáveis.
12. Peixe azul
Prolonga a vida das nossas artérias graças aos seus ácidos poli-insaturados (sobretudo o ómega-3), muito benéficos para o sistema cardiovascular. É rico em minerais e vitaminas, tendo, portanto, uma boa ação antioxidante.
Tem um único senão. As espécies provenientes de águas poluídas (sobretudo as que andam menos à superfície) contém mercúrio, um metal pesado que se for ingerido de forma crônica é prejudicial para o organismo.
O mais recomendável é ingerir peixe entre quatro a cinco vezes por semana e variar o mais possível as espécies: cavala, sardinhas, salmão, atum, truta, anchovas, arenque...
13. Chá verde
Esta bebida é apreciada há mais de 5.000 anos nas culturas orientais. É rica em polifenóis, bioflavonóides e vitaminas A, C e E, o que a torna num elixir antioxidante e anticancerígeno.
Reforça o sistema imunitário, protegendo o organismo de bactérias e vírus prejudiciais. Ajuda a reduzir a gordura corporal e previne as doenças cardíacas. Regula o nível de colesterol.
14. Mel
Os seus minerais são assimilados directamente e contribuem para a manutenção do esqueleto (cálcio) e para a regeneração do sangue (ferro).
Tem um alto poder nutritivo, pelo que é um substituto ideal do açúcar industrial ou refinado. As suas enzimas facilitam a boa assimilação de outros alimentos.
É um bom remédio contra a fadiga, pelo fornecimento de hidratos de carbono de absorção rápida e pela fácil reposição das reservas gastas.
15. Cebola
É uma boa fonte de fibra, vitaminas e minerais, essenciais para o bom funcionamento do organismo. É rica em compostos enxofrados, que fazem parte do seu óleo essencial e que atuam sobre as vias respiratórias, melhorando a expectoração.
Para além das vitaminas C e E, contém flavonóides, entre os quais se destacam as antocianinas e a quercetina, todos eles compostos antioxidantes.
Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Tiago Osório de Barros (nutricionista no Espaço Qualidade e Saúde, em Lisboa)
9 de jul. de 2008
Só de sacanagem
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", " Esse apontador não é seu, minha filhinha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!"
Elisa Lucinda
A invisibilidade pública
Ele, Fernando Braga da Costa, sentiu na pele o problema ao trabalhar como gari, varrendo ruas.
Uma experiência que mudaria seu modo de olhar o mundo e sua própria vida.
Fernando Braga da Costa nasceu em Votuporanga, interior de São Paulo, em 1975, mas se pode dizer que foi criado na capital - o pai, formado em medicina, e a mãe, formada em filosofia, mudaram-se para a metrópole quando Fernando tinha pouco menos de 4 anos. O futuro psicólogo teve, segundo suas próprias palavras, "uma infância confortável": morava com a família em um apartamento no Alto de Pinheiros, um dos bairros mais caros de São Paulo; fez ginásio em uma pequena escola particular da Lapa - bairro de classe média - e o colegial no Palmares, um sofisticado colégio de Pinheiros, bairro vizinho ao seu. Concluído o ensino médio, passou no disputadíssimo vestibular para psicologia na USP, a maior da América Latina e possivelmente a mais concorrida, o que faz com que, apesar de ser uma universidade pública, a elite econômica do Estado predomine entre seus alunos, especialmente nos cursos mais concorridos, como o de psicologia. Terminada a graduação, Fernando fez mestrado na mesma área e agora cursa o doutorado.
Moisés Francisco da Silva nasceu em Alagoas, na cidade de São José da Laje, divisa com Pernambuco - ele até se diz pernambucano -, há sessenta "e poucos" anos, segundo suas palavras. Veio para São Paulo aos 20 anos. O primeiro emprego foi em uma fazenda próxima a Itanhaém, no litoral paulista. Passou ali nove meses. Voltou à capital e foi trabalhar na construção civil, onde se manteve até conseguir o emprego de jardineiro na USP, há mais de vinte anos. De jardineiro foi promovido a "encarregado" do pessoal de limpeza e jardins. Hoje licenciado por conta de uma hérnia de disco e uma artrose no braço - "heranças" do trabalho na Cidade Universitária -, seu Moisés toca uma pequena quitanda instalada na frente de sua casa em Cotia, a cerca de 30 quilômetros de São Paulo. Com ele também moram a mulher, dona Miralva, e três de seus nove filhos, que lhe renderam uma vasta descendência: dezessete netos. Dos outros seis filhos, três estão "no Norte", dois moram na mesma região que o pai, e o último deles passou recentemente por uma desgraça: levou um tiro no rosto e ficou cego. Agora está na Febem de Franco da Rocha, em regime semi-aberto: "Ele andava com uns maus elementos, que era tudo menino que cresceu com ele aqui na rua. Eles faziam assalto e ele não queria assaltar, e acabou levando o tiro por causa de uma dívida, porque usava maconha. A gente chegou a pagar dívida dele duas vezes, mas essa vez a gente só soube depois. Aí, um dia, um dos colegas deu um cheque roubado, ele não tinha malícia, foi no supermercado e comprou umas coisas com o cheque. Não deu outra: foram atrás dele. Agora, ele está lá há mais de um ano, já gastamos um dinheirão em advogado e não tem jeito de tirar ele de lá".
Moisés e Fernando tornaram-se grandes amigos; uma amizade que nasceu dentro da Cidade Universitária a partir de uma idéia do professor José Moura Gonçalves Filho: todos os alunos da disciplina psicologia social II assumiriam, por um dia, uma profissão reservada às classes pobres. Fernando escolheu ser gari na própria universidade. E gostou tanto da experiência, que há nove anos vem varrendo ruas ao menos uma vez por semana. Descobrira um novo mundo, que mudou sua vida.
Gente invisível
Para começar, extraiu da experiência a sua dissertação de mestrado: a invisibilidade pública, isto é, a tese de que os trabalhadores subalternos não são "vistos" pela sociedade. "É como se a pessoa passasse por um poste, por uma árvore", diz Fernando. Segundo sua dissertação, a invisibilidade pública é uma "cegueira psicossocial" sustentada pelos antagonismos de classe: enxerga-se apenas a função, e não a pessoa. E isso acontece tanto mais quanto menor for o sentimento de identificação, de comunidade que o "cego" tenha com o "invisível". Como conta seu Moisés: "Você tá varrendo e o camarada passa em cima da pessoa sem nem olhar, capaz até de machucar". Fernando é mais contundente: "Desde a hora em que você chega para trabalhar até a hora em que você vai embora, é humilhação o tempo todo. Você é carregado em uma caçamba de caminhonete junto com as ferramentas, como se fosse uma delas (hoje, na USP, após três jardineiros terem caído da caçamba, os garis utilizam os ônibus circulares do campus para chegar aos locais de trabalho). Aí, você começa a trabalhar, os carros quase passam por cima de você, tem gente que estaciona em cima do lixo que você está varrendo, tem gente que pisoteia o lixo e até quem peça para você parar de varrer porque está incomodando. Eu, que estava habituado com o ambiente da USP - onde você, passando por uma pessoa, mesmo que ela não seja sua conhecida, os olhares se cruzam, e às vezes há até um cumprimento leve com a cabeça -, fiquei muito surpreso: com os garis isso não tem chance de acontecer. Quando você passa por um estudante e não o cumprimenta, existe uma opção clara nisso. Quando você passa por um gari e não o cumprimenta, você não se deu ao trabalho de pensar se ia cumprimentar ou não. Você nem chegou a olhar no rosto aquela pessoa, é como se ela não estivesse ali". Professores que davam aula para Fernando e o cumprimentavam mesmo fora da universidade chegaram a esbarrar nele quando estava com o uniforme de gari, e não o "viram", passaram direto.
De outro lado, os colegas de trabalho de Fernando perceberam desde o primeiro momento que ele não era um gari. "O corpo da gente expressa isso - ele diz. - A maneira como a gente olha, gesticula, até a maneira de usar a mesma roupa é diferente. Eles bateram o olho e já viram que não era alguém da mesma classe social deles." Fernando conta que no início eles queriam protegê-lo, poupavam-no do trabalho mais pesado, reservavam-lhe as melhores ferramentas. E imaginavam o que ele estaria fazendo ali: "Um dos garis achava que eu tinha feito uma safadeza com algum professor e aquela era a minha punição, outros acharam que eu estava fazendo um estudo de botânica, e teve até quem achasse que eu era um espião da prefeitura da cidade universitária, que estava ali pra ver se eles estavam trabalhando direito."
Primeiras impressões à parte, muitos deles, como seu Moisés, se tornaram amigos de Fernando. E mais do que isso: o elegeram como porta-voz. "Vai entender. Desde o primeiro dia de trabalho eles vinham fazer reclamações pra mim. O Moisés sempre falava que eu devia ir ao jornal do Sintusp, o sindicato da USP, falar como a gente trabalhava, porque se ele fosse estava ferrado, perdia o emprego."
Restos de tudo
As condições de trabalho dos garis são de fato revoltantes, ainda mais se tratando de uma universidade importante como a USP. A dissertação de Fernando traz descrições de dezenas de situações que deviam fazer qualquer fiscal de saúde e segurança no trabalho chorar. A pior delas é a limpeza das lixeiras do campus: a lixeira é uma espécie de "armário" de alvenaria, com portas de ferro e cerca de 1 metro e meio de altura por 5 de comprimento e 2 de profundidade. Localizam-se invariavelmente nos lugares menos visíveis de cada prédio. O gari deve retirar todos os sacos de lixo de dentro dela, lavá-la e depois colocar todos os sacos de volta. O problema é que nem todos os sacos estão fechados e são usadas também caixas de papelão, o que resulta em muito lixo espalhado dentro da lixeira: comida, papelão, lixo de banheiro, latas, papéis e objetos quebrados, como mesas, cadeiras e até armários; como escreve Fernando, "restos de tudo que se possa imaginar". E, claro, insetos de todos os tipos, principalmente baratas, e até ratos. Todo o trabalho é feito sem a proteção de luvas ou botas - segundo Fernando, elas aparecem apenas quando há algum risco de fiscalização externa -, e máscaras, nem pensar. O contato direto com a imundície é inevitável, e o fedor faz arder o nariz e os olhos. Fernando conta em sua dissertação que foi designado para esse serviço junto com um colega: "Surpreendi-me com suas reações (de nojo e revolta), imaginava que ele já estivesse acostumado àquelas circunstâncias, imaginava que fosse possível alguém se acostumar àquelas circunstâncias. Idiotice. Eu próprio nunca me acostumaria, por que com os trabalhadores seria diferente? Por que supomos haver alguém que suportasse tudo aquilo?" Em outra ocasião, Fernando e os colegas tiveram de viajar na caçamba da caminhonete em meio a uma montanha de esterco; em outra ainda, foram retirar sacos de lixo das lixeiras do campus e encontraram todos rasgados. Resultado: Fernando e seu colega tiveram de retirar o lixo sem luvas. "Por sorte havia poucas baratas", conta.
Não é difícil compreender por que uma pessoa nessas condições se sente humilhada. Humilhação agravada pelo fato de os outros, aqueles que nunca em sua vida passaram ou passarão por situação semelhante, olharem com desdém ou simplesmente não olharem, não enxergarem os garis.
Como diz seu Moisés: "Olha, filha, quanto mais tem estudo, mais tem ignorância. O estudante, o doutor, que tem seu estudo, sua boa profissão, vê um camarada varrendo, ajuntando lixo e não trata a pessoa como um ser humano. Porque, pra ele, aquilo ali é um cachorro, não tem valor pra ele, eles passam dando banho de lama. Ele não sabe que todo mundo é humano. E a gente não pode fazer nada, tem que agüentar e ficar quietinho. E todo mundo tem o seu valor. Se você tem uma fazenda, você vai pegar um doutor pra cavar um poço, plantar um feijão, arar uma terra? Não, porque ele não estudou pra isso. Ele estudou pra mandar. Se fosse tudo doutor, como é que a gente ia comer?" Fernando completa: "Quando os caras são muito agressivos, eles (os garis) falam: ‘Esse aí estudou demais’. Conhecimento todo mundo tem. Tem trabalhadores ali que são analfabetos e são muito mais sábios do que professores que me deram aula na pós-graduação. É uma sabedoria criativa, não mecânica." E dessa sabedoria Fernando absorveu muito.
A "hora do almoço"
Perguntado sobre o que aprendeu nesses anos de varrição, Fernando é categórico: "Tudo!" E dá um exemplo: "Outro dia saí pra jantar, coisa que odeio fazer porque não consigo mais me sentir à vontade com alguém me servindo, e na volta parei no Mc'Donald´s pra comprar um sorvete no drive thru. Na hora em que eu estava saindo, um menino me parou e pediu um trocado. E eu com o sorvete na mão, sem condições de dirigir, de pegar o dinheiro, falei que não tinha. E aí estava indo pra casa, mas resolvi dar meia-volta porque não ia conseguir dormir. Porque menti pro menino. Aí voltei, por sorte ele ainda estava lá, eu o chamei e dei uma nota de 10 reais. Ele agradeceu e eu falei: ‘Eu menti pra você, você me desculpa?’ Aí, sim, ele abriu um sorriso, e ele abriu não porque eu dei o dinheiro, abriu porque percebeu que eu menti. Tanto percebeu que só sorriu quando eu pedi desculpas. E a gente vive essas situações diariamente. O contato com os garis ensina o tempo todo".
A vida de Fernando mudou bastante após a experiência. Além do fato de ser bastante procurado pela imprensa nos últimos tempos - "quando eu ia imaginar que varrer rua ia me fazer dar entrevista!" -, seus hábitos mudaram: "Hoje em dia, eu não digo mais pra ninguém: ‘E aí, vamos nos ver na hora do almoço?’ Pra ninguém. Não posso dizer uma coisa dessas. O que é ‘hora do almoço’? Pra gente, pra burguês, ‘hora do almoço’ é meio-dia, 1 hora; os garis almoçam às 10 da manhã. Como é que eu posso dizer ‘hora do almoço’ sem pensar na condição social disso? Altera tudo". Tanto altera, que Fernando acaba de se mudar para o Rio Pequeno, um bairro "proletário", por assim dizer, próximo à USP. E lamenta muitas coisas que vê e ouve por aí. Como aquela do repórter de uma rádio de São Paulo que, ao entrevistá-lo, citou um monge budista que afirma que o trabalho braçal liberta: "Tudo bem, então manda o monge vir varrer rua às 7 da manhã num dia de chuva no inverno de São Paulo. As pessoas dizem coisas para manter o status da classe dominante, sem se dar conta". Ao mesmo repórter, Fernando disse uma frase "que acho que até vai dar processo". Fernando assistia a um programa na MTV, de uma apresentadora muito famosa, e a moça reclamava com a produção que tinham dado a ela um sapato de número maior do que o que ela calçava, e falava: "Eu não sou pobre! Quem não tem número certo no pé é pobre! Pode me dar o número certo!" Fernando então, ao ser perguntado pelo repórter sobre o que mudou na sua vida, narrou o episódio e disse: "Mudou tudo, porque essa moça, eu poderia até achar ela bonita, mas, depois de ouvir isso, se ela aparecer pelada no meu quarto eu broxo".
3 de jul. de 2008
Arnaldo Jabor sobre o RS
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.
Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.
Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino?
Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
"Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade".
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta.
Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.
Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é...
Foi então que me deu um estalo.
Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.
São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.
Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
"...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra..."
Arnaldo Jabor
Podemos fazer a diferença...
No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um garoto chamado Ricardo.
Ela, aos poucos, notava que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia um certo prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último.
Mas quando a leu foi grande a sua surpresa...
Ficha do 1º ano:
Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.
Ficha do 2º ano:
Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.
Ficha do 3º ano:
A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.
Ficha do 4º ano:
Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.
Ela se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada...
E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de Natal que ela recebera dos alunos, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado.
Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver que era uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.
Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Relembrou, ainda, que ele lhe disse:
- A senhora está cheirosa como minha mãe!
E, naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.
Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau
e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.
As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
Mas a história não terminou aqui...
Tempos depois recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo.
Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.
Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: "Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença."
E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: "Engano seu! Depois que o conheci aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando."
Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...
Afinal, o que realmente faz a diferença?
É o fazer acontecer, a solidariedade, a compreensão, a ajuda mútua e o amor entre as pessoas...
O resto vem por acréscimo...
(Autor Desconhecido)
A motivação dos sapinhos

Lição de vida nº 1
Era uma vez um grupo de sapinhos que organizaram uma competição.
O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.
Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores...
A corrida começou...
Sinceramente: Ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.
Eles diziam coisas como:
"Oh, é dificil DEMAIS!! Eles NUNCA vão chegar ao topo."
ou:
"Eles não tem nenhuma chance de sucederem. A torre é muito alta!"
Os sapinhos começaram a cair. Um por um...
... Só alguns poucos continuaram a subir mais e mais alto...
A multidão continuava a gritar
"É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!"
Outros sapinhos se cansaram e desistiram...
...Mas UM continuou a subir, e a subir...
Este não desistia!
No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com exceção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu?
Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo?
E o resultado foi:
Que o sapinho campeão era SURDO!!!!
A moral da história é:
Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas...
Porque eles tiram de você seus sonhos e desejos mais maravilhosos. Aqueles que o Senhor colocou no seu coração!
Sempre se lembre do poder das palavras.
Porque tudo o que você falar, ouvir e ler irá afetar suas ações!
Portanto: Seja SEMPRE POSITIVO!
E acima de tudo: Seja SURDO quando as pessoas dizem que VOCÊ não pode realizar SEUS sonhos!
Sempre pense: Eu POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTALECE!!!
Eu os Amei o Suficiente
Eu os amei o suficiente para ter perguntado: aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão?
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazer dizer ao dono: "nós roubamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês por uma hora, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em quinze minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as conseqüências eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso.
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente..., venci... porque no final vocês venceram também!
E, qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má: "sim... nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo. As outras crianças comiam doces no café da manhã e nós tínhamos de comer pão, queijo, leite.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
Ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comer vendo televisão. Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão.
Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos quando íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o pó do chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para lhe dizer a verdade, e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos.
Tinham de subir, bater na porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair à noite com doze, treze anos, nós tivemos de esperar pelos dezesseis.
Nossos amigos dirigiam o carro dos pais mesmo sem ter habilitação, mas nós tivemos que esperar os dezoito anos para aprender, como pede a lei.
Por causa da nossa mãe, nós perdemos muitas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido em roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
Foi tudo por causa dela. Agora já saímos de casa. Somos adultos, honestos e educados, e estamos fazendo o possível para ser, também, "pais maus", tal como a nossa mãe.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes mães más como a nossa mãe o foi...
Mensagem de autoria do Dr. Carlos Hecktheuer
Cultura Geral
Os Três Reis Magos:
* O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
* O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
* O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
1- As Pirâmides do Egito
2- As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3- O Mausoléu de Helicarnasso ( ou O Túmulo de máusolo em Éfeso )
4- A Estátua de Zeus, de Fídias
5- O Templo de Artemisa (ou Diana)
6- O Colosso de Rodes
7- O Farol de Alex andria.
As 7 Notas Musicais:
A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino:
Ut queant laxis (dó) - Para que possam
Re sonare fibris - ressoar as
Mira gestorum - maravilhas de teus feitos
Famulli tuorum - com largos cantos
Sol ve polluit - apaga os erros
Labii reatum - dos lábios manchados
Sancti Ioannis - Ó São João
Os Sete Pecados Capitais:
(Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)
* Gula
* Avareza
* Soberba
* Luxúria
* Preguiça
* Ira
* Inveja
As Sete Virtudes:
(para combater os pecados capitais)
* Temperança (gula)
* Generosidade (avareza)
* Humildade (soberba)
* Castidade (luxúria)
* Disciplina (preguiça)
* Paciência (ira)
* Caridade (inveja)
Os Sete dias da Semana e os 'Sete Planetas':
Os dias, nos demais idiomas - com excessão da língua portuguesa, mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilônios:
* Domingo - dia do Sol
* Segunda - dia da Lua
* Terça - dia de Marte
* Quarta - dia de Mercúrio
* Quinta - dia de Júpiter
* Sexta - dia de Vênus
* Sábado - dia de Saturno
As Sete Cores do Arco-Íris:
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
* Vermelho
* Laranja
* Amarelo
* Verde
* Azul
* Anil
* Violeta
Os Dez Mandamentos:
1º - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar os sábados
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias
Os Doze Meses do Ano:
* Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares
* Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;
* Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;
* Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
* Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;
* Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
* Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
* Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
* Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;
* Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
* Novembro: Vem do latim novem (nove);
* Dezembro: era o décimo mês.
Os Doze Apóstolos:
1- Simão Pedro
2- Tiago (o maior)
3- João
4- Filipe
5- Bartolomeu
6- Mateus
7- Tiago (o menor)
8- Simão
9- Judas Tadeu
10- Judas Iscariotes
11- André
12- Tomé
***Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.
Os Doze Profetas do Antigo Testamento:
1- Isaías
2- Jeremias
3- Jonas
4- Naum
5- Baruque
6- Ezequiel
7- Daniel
8- Oséias
9- Joel
10- Abdias
11- Habacuque
12- Amos
Os Quatro Evangelistas e a Esfinge:
* Lucas (representado pelo touro)
* Marcos (representado pelo leão)
* João (representado pela águia)
* Mateus (representado pelo anjo)
Os Quatro Elementos e os Signos:
* Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)
* Água (Câncer - Escorpião - Peixes)
* Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)
* Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)
As Musas da Mitologia Grega:
(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)
1- Urânia (astronomia)
2- Tália (comédia)
3- Calíope (eloqüência e epopéia)
4- Polímnia (retórica)
5- Euterpe (música e poesia lírica)
6- Clio (história)
7- Érato (poesia de amor)
8- Terpsícore (dança)
9- Melpômene (tragédia)
Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1- Sólon
2- Pítaco
3- Quílon
4- Tales de Mileto
5- Cleóbulo
6- Bias
7- Períandro
Os Múltiplos de Dez:
(os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...)
NOME (Símbolo) = fator de multiplicação
Yotta (Y) = 10 24 = 1.000.000.000. 000.000.000. 000.000
Zetta (Z) = 1 021 = 1..000.000.000. 000.000.000. 000
Exa (E) = 1018 = 1.000.000.000. 000.000.000
Peta (P) = 1015 = 1.000.000.000. 000.000
Tera (T) = 1012 = 1.000.000..000. 000
Giga (G) = 109 = 1.000.000.000
Mega (M) = 106 = 1.000.000
kilo (k) = 103 = 1.000
hecto (h) = 102 = 100
deca (da) = 101 = 10
uni = 100 = 1
deci d, 10-1 = 0,1
centi c, 10-2 = 0,01
mili m, 10 -3 = 0,001
micro µ, 10 -6 = 0,000.0001
nano n, 10 -9= 0,000.000.001
pico p, 10-12 = 0,000.000.000. 001
femto f, 10-15 = 0,000.000.000. 000.001
atto a, 10-18 = 0,000.000.000. 000.000..001
zepto z, 10-21 = 0,000.000.000. 000.000.000. 001
yocto y, 10 -24 = 0,000.000.000. 000.000..000. 000.001
exa deriva da palavra grega 'hexa' que significa 'seis'.
penta deriva da palavra grega 'pente' que significa 'cinco'.
tera do grego 'téras' que significa 'monstro'.
giga do grego 'gígas' que significa 'gigante'.
mega do grego 'mégas' que significa 'grande'.
hecto do grego 'hekatón' que significa 'cem'.
deca do grego 'déka' que significa 'dez'.
deci do latim 'decimu' que significa 'décimo'.
mili do latim 'millesimu' que significa 'milésimo'.
micro do grego 'mikrós' que significa 'pequeno'.
nano do grego 'nánnos' que significa 'anão'.
pico do italiano 'piccolo' que significa 'pequeno'.
femto do dinamarquês 'femten' que significa 'quinze'.
atto do dinamarquês 'atten' que significa 'dezoito'.
zepto e zetta derivam do latim 'septem' que significa 'sete'.
yocto e yotta derivam do latim 'octo' que significa 'oito'.
Conversão entre unidades:
cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1´´) = 2,54 cm
pé 1 ft (1´) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10-10 m
milha marítima =1852 m
milha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = ?273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32+(1,8 x ºC
Os Dez Números Arábicos:
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...
As Datas de Casamento:
1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho
Os Sete Anões:
* Dunga
* Zangado
* Atchin
* Soneca
* Mestre
* Dengoso
* Feliz
Você Sabia ?
1- Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: "O Killed" (zero mortos)... Daí surgiu a expressão "O.K.". Para indicar que tudo está bem.
2- Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre "Pater Putativus", (ou seja: "Pai Suposto") abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".
3- Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
* Espadas: Rei David (Israel)
* Paus: Alex andre Magno (Grécia/Macedônia)
* Copas: Carlos Magno (França)
* Ouros: Júlio César (Roma)
4- No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus..." O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra "kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
5- Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia "Kan Ghu Ru", e portanto o adaptaram ao inglês, "kangaroo" ( canguru ). Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo".
6- A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu "Yucatán". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando "Não sou daqui".
7- Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada 'PEDRO IVO'. Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D. Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um "O" no final do nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...
Um bom exemplo
Um dia, uma professora pediu aos seus alunos que fizessem uma lista dos nomes dos outros estudantes numa folha de papel, deixando algum espaço debaixo de cada nome. Depois pediu-lhes que pensassem na coisa mais bonita que poderiam dizer a todos os colegas e escrevessem-na.
A professora utilizou o resto da aula para terminar o trabalho, mas na saída todos os estudantes entregaram as folhas. Naquele sábado a professora escreveu o nome de cada aluno numa folha separada, e acrescentou à lista tudo que os outros tinham dito sobre cada um.
Na segunda-feira seguinte deu a cada estudante a lista com seus nomes.
Logo após, a classe inteira estava sorrindo.
"Verdade?" cochichavam. "Eu não sabia que era tão importante para alguém! E não pensei que eu agradasse tanto aos outros." Eram as frases mais pronunciadas.
Ninguém falou mais daquelas folhas na classe e a professora não soube se os meninos tinham discutido esta lição com os pais, mas não tinha importância: o exercício tinha alcançado o seu objetivo. Os estudantes estavam contentes com eles mesmos, e tornaram-se cada vez mais unidos.
Muitos anos depois, um dos estudantes foi morto no Vietnan e a sua professora participou do funeral. Nunca tinha visto um soldado no caixão antes daquele momento: parecia tão bonito e tão maduro...
A Igreja estava cheia de amigos do soldado. Todos os amigos que o amaram aproximaram-se do caixão, e a professora foi a última a despedir-se do cadáver.
Um dos soldados presentes perguntou-lhe:
"-A senhora era a professora de matemática de Mark"? Ela acenou com a cabeça, depois que ele contou que o "Mark falava muito dela".
Depois do funeral, muitos dos ex-colegas da classe de Mark foram juntos refrescar a cabeça. Os pais de Mark estavam lá, esperando obviamente para falar com a sua professora.
"-Queremos mostrar-lhe uma coisa", disse o pai, tirando uma carteira do bolso. "Acharam na jaqueta do Mark quando foi morto. Nós pensamos que poderia reconhecer isso".
Abrindo a carteira, tirou com atenção dois pedaços de papel que tinham sido obviamente dobrados, abertos e reabertos muitas vezes.
A professora soube ainda antes de olhar que aquelas folhas de papel eram aquelas nos quais os colegas de classe de Mark tinham escrito todos os elogios.
"-Muito Obrigado por ter feito isso", disse a mãe de Mark. "Como pode ver, o Mark preservou-o como um tesouro".
Todos os ex-colegas de Mark começaram a aproximar-se.
Charlie sorriu timidamente e disse "eu ainda tenho a minha lista. E na primeira gaveta de minha escrivaninha em casa".
A esposa de Chuck disse que o marido tinha-lhe pedido que pusesse no álbum de seu casamento e Marilyn acrescentou que o seu foi preservado no seu diário.
Vicki, outra companheira, abriu a agenda e tirou a sua lista um pouco estragada, mostrando-a ao grupo. Trago-a sempre comigo e penso que todos nós a temos guardada"
Naquele momento a professora sentou-se e chorou.
Chorou por Mark e por todos os seus amigos que não o veriam mais.
Há tantas pessoas no mundo que por vezes esquecemo-nos que a vida um dia acabará, e não sabemos quando isso acontecerá.
Fale para as pessoas que ama, que são especiais e importantes para si.
Fale isso antes que seja muito tarde.
Lembre-se: "Quem planta, colhe".
Aquilo que você puser na vida dos outros, voltará para você.
Tenha um dia tão fantástico e especial quanto você!
Texto Madre Teresa de Calcutá
Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desista.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que, em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca, nunca se detenha!!!"
Madre Teresa de Calcutá
Do mundo virtual ao espiritual
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."
